O Bitcoin voltou a recuar nesta semana, sendo negociado próximo de US$ 109 mil após perder o suporte em US$ 114.757, nível que havia sustentado a alta registrada entre julho e agosto.
O rompimento acionou ordens automáticas de venda, ampliando a pressão sobre o preço e desencadeando um movimento mais acentuado de correção.
O cenário macroeconômico também pesa sobre o mercado. Investidores aguardam a divulgação do relatório de empregos dos EUA em 1º de setembro e a reunião do Federal Reserve, que pode trazer novos sinais sobre os juros.
O risco de stagflação (combinação de inflação persistente com estagnação econômica) gera cautela, e mesmo um eventual corte de juros, considerado improvável no curto prazo, pode não ser suficiente para impulsionar os ativos de risco.
Apesar da queda, analistas destacam que a estrutura de mercado segue resiliente.
Dados da Santiment apontam que 85% da oferta de BTC permanece inativa há mais de seis meses, indicando firmeza entre os investidores de longo prazo. Além disso, ETFs de cripto registraram entradas líquidas de US$ 219 milhões na semana, elevando o total sob gestão para US$ 157 bilhões e mostrando que o interesse institucional ainda está presente.
No acumulado de agosto, o Bitcoin registra perdas próximas a 5%, mantendo uma sequência negativa para o mês que se repete desde 2022.
Diferente dos ciclos anteriores, este é o primeiro ano pós-halving em que agosto fecha no vermelho, reforçando a percepção de que o BTC pode levar mais tempo para alcançar um novo topo histórico, possivelmente apenas em 2026, segundo projeções de analistas.
Nas últimas 24 horas, o valor de mercado das criptomoedas apresentou queda de 2,47%, chegando ao valor de US$ 3,83 trilhões.
O volume de negociação, por sua vez, registrou alta no mesmo período, indo para US$ 184,43 bilhões, um avanço de 5,73%, de acordo com dados do CoinMarketcap.
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